Por que entender de modelagem financeira?

A atual conjuntura econômica, marcada por recessão e alta competitividade no mercado, exige que as empresas busquem atrair novos investidores e aportes de capital. Para isso, é fundamental que o empreendimento demonstre que tem potencial e apresenta boas projeções para o futuro.

É nesse contexto que, nos últimos anos, a procura por profissionais especializados em modelagem financeira vem aumentando. Atualmente, esse tipo de conhecimento é primordial para atuação satisfatória no mundo dos negócios.

Pensando nisso, preparamos o post de hoje com as principais informações sobre modelagem financeira — o que é, quais são as suas vantagens e por que vale a pena fazer uma especialização na área. Acompanhe!

Atualizado em 10 | ago Tempo de leitura: 10 min.

O que é modelagem financeira?

A modelagem financeira consiste em um conjunto de técnicas usadas por empreendedores e analistas financeiros com o objetivo de projetar a realidade e o risco de um negócio no longo prazo.

Essencialmente, um modelo financeiro é um modelo matemático criado para representar a realidade de um ativo financeiro, empreendimento ou mercado de forma simplificada. Com esses dados, será possível prever o seu desempenho no futuro e orientar os investidores e empresários para que tomem decisões mais acertadas.

As principais técnicas que envolvem a modelagem financeira baseiam-se na construção e organização de dados numéricos e equações que simbolizam a versão simplificada da realidade do investimento.

Informações positivas significam maior grau de atratividade de investidores para o negócio.

Por que o conhecimento em modelagem financeira é um diferencial no mercado de trabalho?

A capacidade de criar e entender modelos matemáticos é um grande diferencial para o profissional que deseja traçar a capacidade de sobrevivência e valorização de um negócio ou investimento, avaliando o seu desempenho no longo prazo.

Assim, a modelagem financeira pode ser aplicada nas mais diversas áreas, tais como:

– Consultoria: realizar diagnósticos da situação financeira de empresas e propor estratégias de crescimento;

Portfolio management em bancos e fundos: compreender e identificar mudanças na economia, tomando decisões sobre investimentos;

Private banking: auxiliar o cliente a montar a melhor carteira de produtos financeiros;

– Grandes corporações: avaliar e contabilizar possíveis aquisições;

Equity research: a modelagem financeira facilita as pesquisas de analistas sell-side e buy-side na projeção do desempenho de organizações.

Por que vale a pena fazer uma especialização na área?

Para que o profissional seja bem-sucedido na área de modelagem financeira, é altamente recomendável que ele busque uma especialização.

Com a finalidade de desempenhar essa tarefa, será necessário que o analista desenvolva fortes habilidades organizacionais e profunda compreensão de conceitos de contabilidade e finanças.

Além disso, será esperado que, ao final de suas investigações, ele possa criar um modelo dinâmico e prático para avaliar as projeções e resultados do investimento.

Se quiser se destacar no mercado, o profissional deve buscar uma especialização que contemple em sua grade os seguintes conteúdos:

– FSM (modelagem de demonstrações financeiras no Excel) — software e aplicativo de melhor acesso e facilidade de uso pelo cliente;

Valuation — modelagem de fluxo de caixa descontado (DCF) no Excel e múltiplos;

– Modelagem de aquisições alavancadas (Leveraged Buy Outs);

– M&A Modeling — avaliação da empresa-alvo;

– Noções de Investment Banking;

– Modelagem de projetos de geração de energia elétrica em todas as suas fases;

– Modelagem de análise de crédito.

A formação de um analista especializado em modelagem financeira deve ser voltada para a solução de problemas do mundo real por meio de modelos matemáticos e tratamento numérico dos resultados.

Assim, são imprescindíveis a atualização e a reciclagem de competências para identificação de oportunidades, riscos e compreensão do comportamento do mercado.

Gostou de saber como a modelagem financeira pode ser uma excelente opção para o seu aprimoramento profissional? Então, não deixe de entrar em contato com a FK Partners para conhecer as nossas especializações!

Certificação CGA e sua importância para atuar no mercado financeiro

A Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais, mais conhecida como ANBIMA, é um órgão de autorregulação e representação do mercado. Dentre as suas ações, ela criou a certificação CGA, que significa Certificado de Gestores ANBIMA.

Esse certificado tem como principal objetivo autenticar o conhecimento dos gestores, visando a ampla presença de ferramentas e produtos necessários para a execução eficiente da sua função.

Então, interessado em saber mais sobre essa certificação? O objetivo do post de hoje é explicar a sua importância dentro do mercado financeiro e apresentar os principais conceitos da certificação CGA. Continue com a gente para conferir!

O que é a certificação CGA?

A Certificação de Gestores ANBIMA — ou CGA, como dissemos — é um certificado para os profissionais que trabalham e detêm o poder de tomada de decisão em investimentos na gestão de recursos de terceiros.

Esse trabalho de gestão pode ser exercido por meio de veículos de investimentos coletivos, como clubes de investimentos e fundos de investimentos, ou investimentos individuais, como carteiras administradas.

Qual é a importância dessa certificação no mercado financeiro?

Não é considerada uma certificação obrigatória pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), mas é obrigatória para os funcionários de organizações que trabalham de acordo com o código de certificação ANBIMA.

A Associação foi criada na segunda metade de 2009, por meio da união entre a Associação Nacional dos Bancos de Investimento (ANBID) e a Associação Nacional das Instituições do Mercado Financeiro (ANBIMA). Assim, ela fala em nome de instituições como distribuidoras, bancos, administradoras, corretoras e gestoras, contendo cerca de 340 associados.

Ou seja, a ANBIMA representa essas instituições e também trabalha de forma voluntária com auto-regulamentação, usando códigos de melhores práticas. Ela é considerada a principal organização que certifica os profissionais que atuam no mercado financeiro e no mercado de capitais do Brasil. E a sua certificação carrega essa importância.

Para quem a certificação CGA é destinada?

– aos profissionais que atuam em empresas que adotam o Código de Certificação ANBIMA.

– aos profissionais que atuam no mercado dentro de organizações financeiras, mesmo que elas não adotem o código.

– aos profissionais e estudantes de órgão públicos ou autarquias.

Quais são os principais conteúdos presentes no exame?

certificação CGA tem dois módulos, cada um contendo 60 questões. O processo de certificação acontece cerca de 4 vezes ao ano: geralmente, em abril, junho, outubro e dezembro.

Para passar nas provas — o que, no caso, é a etapa mais importante da certificação — o aluno deve ter um aproveitamento de 70% em cada módulo.

No primeiro módulo, temos diversas matérias em que são apresentadas as ferramentas utilizadas no mercado (análise de balanço, economia, modelos quantitativos etc.), intercalados com a teoria que existe no mercado de renda fixa, derivativo e variável. Também são abordadas algumas questões sobre legislação e ética dos fundos brasileiros.

Geralmente, esse primeiro módulo tem como foco matérias mais objetivas, para avaliar e testar os conhecimentos de cada candidato levando em consideração os principais produtos presentes no mercado brasileiro.

Já o segundo módulo tem um maior grau de subjetividade. Agora, a maior parte das matérias trata de teorias de gestão de carteiras de renda variável e fixa, gestão de risco de desempenho e modelos de precificação.

O teste conclui muito bem o seu objetivo, que é cobrar dos candidatos uma visão mais amplas dos produtos, das teorias e das leis que então dentro dos processos de tomadas de decisões.

Hoje, existem poucas pessoas com esse certificado, logo, ter um em suas mãos representa um diferencial e tanto no mercado. Então, agora que você já entendeu a importância da certificação CGA, é hora de conquistar a sua!

Se gostou nosso post e quer saber mais sobre o assunto, saiba que estamos à sua disposição. Entre em contato conosco!

Se você quer conhecer um pouco mais sobre nossos cursos de produtos financeiros de tesouraria, assine agora mesmo a nossa newsletter e fique por dentro das novidades!

 

Publicado em 02/05/2018

Uma Carreira em Investment Banking

Investment bankers são os responsáveis por auxiliar empresas do ramo de finanças corporativas em fusões e aquisições, reestruturações corporativas e compra e vendas de ativos. Eles as ajudam a gerar capital nos mercados por meio da venda de instrumentos de dívida como títulos corporativos, IPOs, ofertas secundárias e colocações privadas.

Atualizado em 30 | ago. Tempo de Leitura 4 min.

O que faz um Investment Bank?

Esses profissionais geralmente trabalham no departamento de Investment Banking em bancos maiores ou em Investment Banking boutiques. As tarefas típicas incluem:

– Criar livros de argumentos de vendas para educar clientes potenciais sobre o cenário da indústria, junto com as possibilidades de negócios de fusões e aquisições;

– Construir modelos financeiros para consultoria;

– Estruturar negócios e transações de fusão e aquisição e vender novas ofertas de ações ou dívidas;

– Viagens à trabalho e visitas a clientes para argumentar sobre a venda de novos negócios, e também acompanhá-los em conversas externas com investidores.

Para você que está começando agora, veja alguma dicas:

Os profissionais ainda em fase “júnior” dessa área devem ser habilidosos com os programas Microsoft Excel e Powerpoint, pois passarão períodos construindo modelos financeiros e apresentações. São necessários fortes conhecimentos sobre contabilidade financeira, uma vez que irão aconselhar clientes sobre as últimas tendências do setor. Já os banqueiros seniores são responsáveis por desenvolver relacionamentos sólidos com os gerentes no mesmo nível da empresa para fechar negócios.

Se você está procurando uma carreira na qual trabalhará em transações que cheguem às manchetes da seção de negócios do jornal, a área de Investment Banking pode ser uma boa opção para você! Embora o trabalho seja intenso, a experiência costuma abrir oportunidades para trabalhar em níveis seniores das empresas ou, futuramente, em até fundos de investimento.

 

O que é necessário para desenvolver uma boa carreira no setor bancário?

O setor bancário é certamente um campo atraente para quem visa bons salários e benefícios adicionais, como participação no lucro das empresas e até auxílio para pagar academia.

Se você visa uma carreira em banco, procure entender algumas questões essenciais que vão te ajudar nesse processo. Isso vai desde a faculdade que você faz até cursos extras que complementarão o seu currículo.

Nas dicas a seguir, você vai descobrir a melhor maneira de achar o seu lugar ao sol no setor bancário.

 

1. Faça faculdade e habilite-se profissionalmente

Não muito diferente de outras áreas em que existe chance de progressão, o mercado financeiro também exigirá de você formação em alguma faculdade que possa ser útil à estrutura de um banco.

As possibilidades são várias e você deve escolher aquela que melhor atende ao seu perfil e aos seus objetivos. Veja alguns dos cursos mais recorrentes no setor bancário:

– Administração;

– Economia;

– Ciências Contábeis;

– Sistema de Informação;

– Segurança da Informação;

– Marketing.

Aqui citamos apenas algumas faculdades de diferentes campos do conhecimento. Porém, saiba que isso se estende a diversos outros como Gestão Financeira, Direito e até mesmo Engenharia.

Outra questão essencial é tirar o certificado CPA-10 (Certificação Profissional ANBIMA — Série 10) que habilita profissionais atuantes na prospecção ou venda de produtos de investimento. Existem diversos cursos que preparam para o exame de certificação e você deverá estar apto para isso.

2. Desenvolva suas habilidades comportamentais

Ter uma graduação é o requisito mínimo para ter destaque no setor bancário. Portanto, você terá que ir além e conquistar o seu espaço no mercado por meio de atitudes que comprovem sua capacidade de gerir e liderar.

Em concursos para bancos públicos, por exemplo, costuma-se aceitar graduados de qualquer área, o que pode tornar o seu desejo de se destacar ainda mais complexo.

Além do mais, pense que para conseguir um cargo de gestão de forma consistente e honesta, você terá que começar mais baixo e traçar um plano que o fará atingir o cargo de gerência com legitimidade e sem desgastes desnecessários.

Nesse sentido, existem alguns comportamentos que podem te ajudar:

1. não se afobe em querer um alto cargo em um curto período de tempo;

2. treine e dome sua capacidade de lidar com pessoas diferentes e novos desafios;

3. seja organizado em sua vida pessoal e transpareça isso no seu trabalho;

4. a verdadeira liderança não vem da força, mas sim do exemplo individual.

Trocando em miúdos, você não vai querer ser gerente de banco se não estiver realmente preparado — e isso vai além da graduação somente.

3. Seja “um ás” do setor bancário

Sim, é muito bom e essencial que você seja graduado e tenha boa capacidade de relação interpessoal. Porém, para chegar no topo você ainda vai precisar de mais do que isso. Afinal, pode existir um número considerável de pessoas graduadas e bem relacionadas que almejam o mesmo cargo que você.

Por isso, existem alguns cursos e formações complementares fundamentais para quem busca ascensão no setor bancário. Com essas especializações, é possível obter conhecimentos práticos que farão a diferença no seu dia a dia profissional.

Fazer um bom curso de inglês e estudar fora, são outros pontos que certamente te auxiliarão a atingir uma posição de destaque. Aliás, você deve juntar o útil ao agradável e aproveitar a chance de estudar fora para aprimorar de uma vez por todas o seu inglês.

Com essas 3 dicas simples, já é possível dar um salto na maneira como você encara o setor bancário e otimizar sua carreira. Se gostou do texto, não deixe compartilhar nas redes sociais para que a gente possa continuar ajudando mais profissionais dessa área.

 

O que é certificação PQO e qual a sua importância?

 

Quem deseja atuar no mercado financeiro precisa buscar constante aperfeiçoamento. A realização de cursos e testes é a melhor maneira de comprovar seu conhecimento e demonstrar suas habilidades. Nesse cenário, a certificação PQO é fundamental.

Esse é o Programa de Qualificação Operacional, ministrado pela BM&FBovespa. Ele serve como um selo de qualidade, já que os profissionais certificados têm conhecimento reconhecido no mercado a respeito de diferentes áreas dos mercados financeiro, de derivativos e de capitais.

A questão é: qual a real importância do PQO? Neste post nós apresentaremos seu conceito e relevância para a atuação no segmento financeiro. Também destacaremos o objetivo do programa e os motivos que justificam a realização do teste.

Vamos lá?

 

A certificação PQO

Esse projeto está inserido no Programa de Certificação de Profissionais da BM&FBovespa. O teste visa a comprovação dos conhecimentos nas áreas gerenciadas pela bolsa de valores. No entanto, o curso serve como um processo de atualização profissional, que aumenta o seu nível de conhecimento.

A certificação pode ser feita por qualquer interessado, independentemente de atuar na área financeira ou de ter algum vínculo com a BM&FBovespa. Porém, o foco está nos profissionais que atuam nos mercados gerenciados pela B3.

É necessário escolher uma das áreas abrangidas pelo programa. Entre elas estão:

  • operações;
  • compliance;
  • comercial;
  • risco;
  • back office;
  • registro;
  • liquidação;
  • custódia;
  • cadastro.

A descrição de cada um dos segmentos está no Manual de Certificação Profissional, disponibilizado pela B3.

 

O objetivo e o funcionamento do programa

O curso voltado para o PQO tem como finalidade abranger conceitos, aspectos, formas e mecânicas back office, operacionais e tributárias dos diferentes produtos oferecidos nos mercados de derivativos, financeiro e de capitais. Por suas características, essa certificação é obrigatória para os profissionais que atuam nos setores gerenciados pela B3.

A certificação possui uma validade de cinco anos. O teste pode ser feito de modo eletrônico ou presencial. No primeiro caso, o resultado é imediato. No segundo, pode demorar até 10 dias úteis. A prova contém 60 perguntas de múltipla escolha e tem duração de 3 horas. A aprovação é feita a partir de 60% de acertos.

 

Os motivos que justificam a certificação

O PQO foi criado para que os profissionais melhorem seus conhecimentos e a qualidade dos serviços prestados, especialmente quando atuam em bancos ou corretoras de valores. Essa é, portanto, uma comprovação de habilidades e competências, algo essencial para atuar profissionalmente no setor.

Tenha em mente que os mercados financeiro, de derivativos e de capitais abrangem diferentes funções — e elas exigem know-how específico. Assim, a certificação beneficia:

  • o próprio setor, que consegue assegurar o alto padrão dos serviços prestados;
  • o profissional, que se diferencia dos demais e pode atuar de maneira mais específica;
  • os clientes, que contam com pessoas capacitadas para atendê-los em seus processos de investimento.

 

O curso para a certificação PQO

O teste realizado exige uma grande preparação do profissional, inclusive com a realização de simulados. As aulas podem ser realizadas na modalidade in company ou pela educação a distância.

Os cursos disponíveis contemplam simulados, exercícios de matemática financeira e aulas gravadas. O material é composto por apostilas de slides e testes com respostas comentadas, que ajudam a identificar possíveis erros cometidos na hora da resposta.

Se você busca um curso reconhecido e que abordará os conhecimentos necessários para a certificação PQO, busque a FKPartners — ela oferece aulas para a primeira comprovação e também para a recertificação. A inscrição pode ser feita diretamente no site!

 

 

Publicado 23/11/2017